ontem, dia 08 de outubro, comecei a ler um livro incrivel chamado 'o caminho do
arrista' de Julia Cameron. neste livro tenho por atividade escrever 3 paginas
todos os dias. Não sei ao certo se vou conseguir fazer iso iariamente, até por
que conheço minha habilidade de desistir no meio do caminho, mas voi me esforçar
ao máximo para que isso funcione. Trabalhar no horário da m˜ha tem sias
vantagens, mesmo precisando acordar as 5:30am todos os dias, eu volto para casa
as 14hs o que me deixa feliz por estar em casa tão cedo. Levanto todos os dias,
na minha rotina tenho 30 miutos para estar pronta e sair, para fazer tudo o que
eu preciso e as 6am sair de acsa. O metro sai as 6:05 am tenho tempo suficiente
para sair de casa e chegar lá. Quando aordo ainda é bem escuro, estamos no
outono e aqui em Berlin ee pré inverno, é pra você já ir se acostumando com as
baixas tempresraturas e principalmente com a escuridão, com o tempo feio que vem
nos pro´ximos meses. Eu não reclamo, até gosto dessa estação não me pergunte
isso daqui a 4 meses que aí vou estar desejando um raio de sol e tirar um pouco
esses casascos pesados que carregamos nos últimos 4 meses. Mesmo assim, acordar
naquele horário é bem interessante, abto minha cortina escura que é justamente
para protejer meu quarto da claridade e lá está uma rua quietinha, tranquila,
sem uma alma viva, só alguns carros aguardadndo o semáfaro abrir e seguir seu
caminho. Jornada que começa bem cedo, para eles também. Fico imaginando, se eles
estão alí nos seus carros aguardando o sinal abrir, que horas tiveram que
acordar e para onde estão indo aquelas horas da menhão, qual será seu emprego, e
quem ficou na sua casa, tem filhos, esposa, quem está cuidando deles? Você gosta
do que faz ou simplesmente faz? Ainda é 5:30 talvez 5:31 am abro as janelas e aí
sim ouço um barulho claro dos trens que partem da estação do outro lado da rua.
Sinto cheiro do chá que ainda está na caneca, era camomila, camomila é c=bom
para tudo disse minha médica. Vou ao banheiro quando volto as roupas que estão
estendidas no varal alí no corredor, misturados com o cheiro do chá de camomila,
me confortam, me lembram que esse é o cheiro do meu lar. Amaciante + camomila,
eu gosto. Visto minha roupa já pré preparada na noite anterior. Durante o
inverno não temos muito segredos, roupas de inverno, são basicamente sempre as
mesmas, uma camada térmica por baixo, uma camada de lã por cima e um casacão
pesado. Pronto, to pronta pra mais uma friozinho que a essa altura deve estar
uns 8 graus lá fora. Ainda não é tão frio assim, mas meu cérebro já se prepara
para a mudança de figurino. Enquanto a água esquenta para o café o hafer milch
se prepara para aquecer e amolecer meu müsli que aguarda ansiosamente na mesa.
água quente, müsli no potinho, xíicara na mão tudo pronto e em sincronia, tenho
10 minutos para meu café da manhã, sento a mesa com tudo arrumadinho e claro na
outra mão meu celular, preciso perder esse hábito, mas por enquanto é ele quem
me conta como está o mundo lá fora e o que está acontecendo no Brasil. Ainda
tenho muita conexão com esse país. Atualizo as mensagens recebidas na
madruagada, possívelmente da minha família ou amigos do Brasil. Enquanto engulo
meu café. Acabei de perceber que isso está errado, eu sei! Deveria estar
degustando um café da manhã, prestando à atenção aos detalhes dos alimentos e
fazendo meu corpo acordar com essas sensações. mas não, estou muito envolvida
nas ensagens e Instagram. Preciso corrigir isso! Pronto, 6:50am preciso tomar
meu último gole de café, escovar os dentes, passar meu protetor solar, fazer
invocação, causar os tenis e sair. Checo a bolsa se tudo está ali, chaves,
dinheiro, cartão do transporte, celular e sim, de agora em diante adicionamos a
máscara. Sair sem ela, não é mais uma opção, não entramos em estabelecimentos
sem ela, não fazemos mais viajens sem ela, não temos essa opção. Então, faz
parte do meu check list diário. Dou uma olhadela para trás para ver se as luzes
estão apagadas, se tudo está em ordem, sinto um aperto no peito de sair de casa
e deixar meu recanto, mesmo bagunçado pelo café da manhã, mas vamos. É dia de
marcar preto na folhinha, como diz meu pai. E meu dever me chama. Amanhã tem
mais...
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