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09 de outubro de 2020

ontem, dia 08 de outubro, comecei a ler um livro incrivel chamado 'o caminho do arrista' de Julia Cameron. neste livro tenho por atividade escrever 3 paginas todos os dias. Não sei ao certo se vou conseguir fazer iso iariamente, até por que conheço minha habilidade de desistir no meio do caminho, mas voi me esforçar ao máximo para que isso funcione. Trabalhar no horário da m˜ha tem sias vantagens, mesmo precisando acordar as 5:30am todos os dias, eu volto para casa as 14hs o que me deixa feliz por estar em casa tão cedo. Levanto todos os dias, na minha rotina tenho 30 miutos para estar pronta e sair, para fazer tudo o que eu preciso e as 6am sair de acsa. O metro sai as 6:05 am tenho tempo suficiente para sair de casa e chegar lá. Quando aordo ainda é bem escuro, estamos no outono e aqui em Berlin ee pré inverno, é pra você já ir se acostumando com as baixas tempresraturas e principalmente com a escuridão, com o tempo feio que vem nos pro´ximos meses. Eu não reclamo, até gosto dessa estação não me pergunte isso daqui a 4 meses que aí vou estar desejando um raio de sol e tirar um pouco esses casascos pesados que carregamos nos últimos 4 meses. Mesmo assim, acordar naquele horário é bem interessante, abto minha cortina escura que é justamente para protejer meu quarto da claridade e lá está uma rua quietinha, tranquila, sem uma alma viva, só alguns carros aguardadndo o semáfaro abrir e seguir seu caminho. Jornada que começa bem cedo, para eles também. Fico imaginando, se eles estão alí nos seus carros aguardando o sinal abrir, que horas tiveram que acordar e para onde estão indo aquelas horas da menhão, qual será seu emprego, e quem ficou na sua casa, tem filhos, esposa, quem está cuidando deles? Você gosta do que faz ou simplesmente faz? Ainda é 5:30 talvez 5:31 am abro as janelas e aí sim ouço um barulho claro dos trens que partem da estação do outro lado da rua. Sinto cheiro do chá que ainda está na caneca, era camomila, camomila é c=bom para tudo disse minha médica. Vou ao banheiro quando volto as roupas que estão estendidas no varal alí no corredor, misturados com o cheiro do chá de camomila, me confortam, me lembram que esse é o cheiro do meu lar. Amaciante + camomila, eu gosto. Visto minha roupa já pré preparada na noite anterior. Durante o inverno não temos muito segredos, roupas de inverno, são basicamente sempre as mesmas, uma camada térmica por baixo, uma camada de lã por cima e um casacão pesado. Pronto, to pronta pra mais uma friozinho que a essa altura deve estar uns 8 graus lá fora. Ainda não é tão frio assim, mas meu cérebro já se prepara para a mudança de figurino. Enquanto a água esquenta para o café o hafer milch se prepara para aquecer e amolecer meu müsli que aguarda ansiosamente na mesa. água quente, müsli no potinho, xíicara na mão tudo pronto e em sincronia, tenho 10 minutos para meu café da manhã, sento a mesa com tudo arrumadinho e claro na outra mão meu celular, preciso perder esse hábito, mas por enquanto é ele quem me conta como está o mundo lá fora e o que está acontecendo no Brasil. Ainda tenho muita conexão com esse país. Atualizo as mensagens recebidas na madruagada, possívelmente da minha família ou amigos do Brasil. Enquanto engulo meu café. Acabei de perceber que isso está errado, eu sei! Deveria estar degustando um café da manhã, prestando à atenção aos detalhes dos alimentos e fazendo meu corpo acordar com essas sensações. mas não, estou muito envolvida nas ensagens e Instagram. Preciso corrigir isso! Pronto, 6:50am preciso tomar meu último gole de café, escovar os dentes, passar meu protetor solar, fazer invocação, causar os tenis e sair. Checo a bolsa se tudo está ali, chaves, dinheiro, cartão do transporte, celular e sim, de agora em diante adicionamos a máscara. Sair sem ela, não é mais uma opção, não entramos em estabelecimentos sem ela, não fazemos mais viajens sem ela, não temos essa opção. Então, faz parte do meu check list diário. Dou uma olhadela para trás para ver se as luzes estão apagadas, se tudo está em ordem, sinto um aperto no peito de sair de casa e deixar meu recanto, mesmo bagunçado pelo café da manhã, mas vamos. É dia de marcar preto na folhinha, como diz meu pai. E meu dever me chama. Amanhã tem mais...

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